Categoria: hardware

Um Tweak UI para Windows Vista: Ultimate Windows Tweaker

por Marcos Elias

A Microsoft tem o Tweak UI para personalizar o Windows XP. Pro Vista há diversas aplicações do tipo, que mudam configurações ocultas, de difícil acesso ou relamente escondidas, que você não saberia que existem de outra forma. Alguns programas do gênero são pagos, outros incompletas demais.

Uma boa aplicação para aplicar tweaks no Vista é o Ultimate Windows Tweaker, produzido pelo cara do site The WinVista Club. Totalmente gratuito:

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Ele permite mudar várias configurações interessantes, incluindo personalizações diversas do Explorer, contas de usuário, opções avançadas do sistema e performance (performance = desempenho), coisas do IE, rede, segurança e algo mais. O programa é pequenininho, da ordem de poucos KB, e roda sem precisar instalar (porém requer direitos de administrador).

Baixe em:

http://www.winvistaclub.com/Ultimate_Windows_Tweaker.html

Entre outras coisas, ele permite ativar o PAE (physical address extension, extensão de endereço físico), que habilita o uso de 4 GB de memória RAM (ou mais) nas versões de 32-bit do Windows (caso o hardware suporte). Apesar de o PAE não ser uma solução ideal para usar muita ram, sendo melhor usar um sistema de 64-bit, pelo menos dá para usar a memória a mais que de outra forma seria ignorada por um sistema de 32-bit (saiba mais aqui: Vai um upgrade de memória aí? Calma, nem tanto...). Muita gente foge dos sistemas de 64-bit pela falta de suporte a alguns programas mais antigos, ou falta de drivers específicos, daí expandir a memória dos sistemas de 32.

As coisas no Ultimate Windows Tweaker estão em inglês, se você não entende um básico de informática em inglês (mais especificamente, sobre Windows), deverá se sentir perdido. Não ative todas as opções, ative somente o que julgar necessário, em caso de dúvida pesquise antes para ver do que se trata realmente. Seria inviável comentar aqui cada opção senão daria um "livro" sobre o Ultimate Windows Tweaker.

VirtualBox mais potente: ative a virtualização por hardware

Publicado em 31/10/2008 • geek, VMware, máquinas virtuais, hardware7 comentários »

por Marcos Elias

Dica rápida para melhorar o desempenho do VirtualBox ao rodar máquinas virtuais... Deve ter algo em outros ambientes de virtualização também, caso não ativem automaticamente.

Processadores recentes, tanto da Intel como da AMD, têm instruções e otimizações de virtualização que facilitam ou agilizam algumas coisas técnicas ao rodar um sistema operacional dentro de outro. Com isso a máquina virtual tem acesso um pouco mais direto a recursos de hardware, ganhando em desempenho.

No VirtualBox, a virtualização ajudada pelo hardware fica desativada por padrão. Você deve ativar nas configurações da máquina virtual desejada - clicando nela com o botão direito e indo em Configurações (a vm deve estar desligada para isso).

Na aba Avançado da seção Geral, marque o item "Habilitar VT-x/AMD-V". Veja:

Para que tais instruções sejam realmente ativadas, o hardware do host deve suportá-las. Em muitos casos a configuração também precisa ser ativada no SETUP da máquina real. Procure por suporte à virtualização no manual da placa mãe ou no SETUP. O ganho de desempenho pode não ser aquela coisa "oh, que desempenho maravilhoso, supimpa" mas deve ajudar :)

O que é tela "widescreen"?

Publicado em 07/09/2008 • hardware20 comentários »

por Marcos Elias

O que é tela widescreen? Vejo que muitos leigos em matérias de hardware têm essa dúvida, não sabendo o significado do termo.

Widescreen nada mais é do que "tela larga". São monitores mais compridos (geralmente LCD, mas a tecnologia usada não importa, e sim o formato) fora do padrão usado há anos, o "4:3".

As telas de televisores e monitores de computador em geral são um retângulo, com as medidas dos seus lados na proporção de 4:3. Se a base mede 4 cm, teriam então 3 cm de altura:

Já as telas widescreen são "mais compridas", lembrando painéis ou telas de cinema:

Geralmente elas usam a proporção 16:9 ou 16:10.

As imagens não ficam distorcidas, afinal elas usam outras resoluções, sem ser as de 640x480, 800x600, 1024x768, etc. Elas usam resoluções com mais pontos na base do que na altura.

Geralmente essa tela é boa para assistir filmes, além de passar um toque de "moderninha". Em algumas aplicações e situações, elas podem ser viradas "de pé", para leitura de folhas ou edição de documentos na vertical.

Os preços dessas telas não são muito diferentes das de 4:3 hoje.

Se a placa de vídeo não suportar a resolução do monitor widescreen, você poderá ver uma imagem achatada, como de 1024x768 "esticada" nas laterais para ocupar a tela wide. Nesse caso deve-se atualizar os drivers da placa de vídeo (se houver atualização disponível) que forneça à placa de vídeo a possibilidade de reconhecer e usar tais resoluções. Em algumas placas onboard "vagabundas" (não vou citar nomes) muita gente encontra problemas com monitores desse tipo.

Na maioria dos casos o monitor pode operar num modo compatível com o formato 4:3, onde ficam duas faixas pretas verticais nas laterias sem utilização, e a imagem (no formato 4:3) no meio da tela.

É isso :)

Ah, não confuda "wide screen" com "tela plana". Tela plana quer dizer, como o nome diz, "tela com a superfície reta". Mesmo monitores CRT (de tubo) podem ser tela plana, sem ser necessariamente wide screen. A tela plana é "reta", sem aquela curvatura comum nas telas de televisores.

Quais as vantagens de um processador dual-core?

Publicado em 28/08/2008 • hardware26 comentários »

por Marcos Elias

O que é um processador dual core? Quais as vantagens?

Um processador dual core é um processador com dois núcleos. Seria mais ou menos como uma máquina com dois processadores, ou duas máquinas juntas, onde os dois processadores trabalham juntos.

Apesar de ainda existirem sistemas assim, usar dois ou mais processadors não é mais comum em muitas situações. Há vários anos, eram comuns computadores com dois ou mais processadores, especialmente para realizar tarefas pesadas, como alguns servidores (servidores de sites, por exemplo, que têm que atender uma alta demanda, a todo instante tem gente chamando e puxando páginas e arquivos). Os dois processadores, colocados em placas-mãe especiais para multiprocessamento, eram dois processadores completos e independentes.

Os processadores dual core já são uma tecnologia mais recente, unindo dois núcleos de processadores num só. Eles seriam quase que duas vezes mais rápidos do que um processador similar e de mesma velocidade, com um úncio núcleo.

Os dois núcleos trabalham de forma coordenada, mas cada um pode fazer uma coisa diferente. Em aplicações que exigem bastante processamento, e devidamente preparadas para usar mais de um núcleo, esses processadores se mostram muito melhores.

A maioria das aplicações simples não são projetadas para uso por mais de um processador (como um editor de textos), mas ainda assim o sistema todo sai ganhando. Os ganhos são vistos facilmente num ambiente multitarefa, onde são executados vários programas ao mesmo tempo. Tendo um processador de núcleo duplo, um núcleo cuida de um programa, e o outro do outro, como se estivessem em computadores dedicados.

Por exemplo, duas atividades pesadas que consomem processamento: compactação de arquivo ZIP e codificação de vídeo. Se você compactar uma pasta cheia de arquivos variados, e ao mesmo tempo abrir um conversor para transformar um vídeo de WMV para MPEG, um processador de núcleo único terá que dividir o trabalho em partes. Parece que ocorre ao mesmo tempo, mas não, a cada pequeno intervalo de tempo ele trabalha numa coisa; quem coordena isso é o sistema operacional, e também as próprias instruções do processador, seja o sistema operacional o Windows ou Linux (ou outro).

Se fosse num dual core, o sistema operacional poderia dedicar a compressão de arquivos para um núcleo, e a conversão do vídeo para o outro. Ocasionalmente, a aplicação "mais pesada" poderia usar paralelamente processamento dos dois núcleos, caso o programa fosse otimizado para usar threads - instâncias diferentes, aproveitando cada núcleo para fazer uma parte do trabalho, concluindo tudo mais cedo do que se deixasse tudo para um núcleo só.

É como se você dividisse o trabalho, concluindo a mesma tarefa em menos tempo. O que rende mais, uma pessoa só envelopar 1000 cartas e depois etiquetar os envelopes um a um, ou duas pessoas trabalhando juntas, uma envelopando e uma outra etiquetando? Mesmo que as atividades sejam compartilhadas (cada uma fazendo a mesma coisa da outra), provavelmente as duas pessoas juntas terminariam o serviço mais rápido.

Os processadores dual core (ou mais, com 3, 4 núcleos, etc) são mais eficientes. Nem sempre consomem mais energia do que os processadores antigos, devido várias otimizações na técnica de fabricação e avanço da tecnologia. A relação custo-benefício vale a pena. Hoje se tem processadores dual core por menos de R$ 200 (sem contar a placa mãe).

Sobre os nomes... A Intel usa a marca "Core 2 Duo", e a AMD os chama de X2 ou Dual Core simplesmente. "dual core" não é marca registrada, é um termo comum que signfica "núcleo duplo", podendo ser usado por qualquer empresa.

Hoje em dia os dual core são praticamente padrão. Os computadores ou notebooks com processador de núcleo único geralmente são opções de baixo custo.

Se você faz várias coisas ao mesmo tempo no computador, abrindo diversos programas, ainda ouvindo música ou fazendo outras coisas, vale a pena usar um dual core. Agora se você usa apenas a Internet para acesso básico, um ou outro editor de textos ou apresentação, assiste filmes sem estar fazendo outra coisa no PC ao mesmo tempo, os processadores de núcleo único continuam sendo uma boa opção.

Vale sempre lembrar que não é só o processador que determina a velocidade e o desempenho do computador. Eu seria mais meu antigo Pentium II 266 MHz com 512 MB de RAM do que um quad-core com 128 MB.

Ter uma quantidade razoável de memória RAM ajuda muito. Tendo pouca memória, boa parte do poder de fogo do processador nunca é usado, pois ele nem tem chances de aproveitar a velocidade máxima, já que precisará ficar esperando o HD, que é bem lento. Estou falando aqui do uso de memória virtual, arquivo de paginação ou troca (swap), onde o sistema usa um espaço no HD como se fosse memória, para armazenar temporariamente os programas abertos. Há ainda a velocidade do HD, se bem que atualmente é raro encontrar HDs lentos, por mais baratos que sejam (exceto em notebooks). E a placa de vídeo é algo importante também, especialmente se pretender rodar jogos ou sistemas com gráficos "exigentes", como o Windows Vista.

Para trocar de processador, muitas vezes é necessário trocar de placa mãe, pois o soquete (encaixe para o processador) e tecnologia usados são diferentes. Se for escolher um dual core, procure pesquisar antes sobre o modelo e preços, e compatibilidade com a sua placa e periféricos atuais. Se for um computador de alguns anos atrás, provavelmente você precisará comprar mais memória, muitos sistemas hoje usam apenas memórias DDR2, que têm encaixes diferentes das DDR ou das mais antigas SDRAM.

Além disso, atualmente é popular o uso da interface SATA II para HDs e drives de CD/DVD. Algumas placas-mãe atuais vêm com apenas uma interface IDE (ou PATA, antiga, com vários fios juntinhos). Cada cabo IDE suporta até 2 dispositivos (HD ou CD/DVD), de forma que se você tiver um HD e dois drives ópticos IDE, um deles não poderia ser usado na nova placa, tendo então que trocar por um usando conector SATA.

Anda aparecendo cada vez mais processadores de 4 núcleos (quad-core), mas não se preocupe com eles. Em algum tempo os preços deverão cair muito, assim como ocorreu com os dual core.

Leia também: Como deixar o computador mais rápido: mais memória!